sexta-feira, 30 de junho de 2017

Mùsica e Dança





Marca de sua história e de seu povo, a Paraíba reúne um rico acervo cultural. Como se repete em outros estados do Nordeste, a cultura paraibana está fincada em origens ibéricas, africanas e indígenas, embora tenha ganhado suas particularidades ao longo do tempo.

Por meio de danças, folguedos, peças de teatros e manifestações diversas oriundas da imaginação e criatividade popular, a cultura paraibana é fortalecida e preservada com o passar dos anos.

As danças folclóricas mais expoentes no Estado são diversas, a exemplo da nau-catarineta, do bumba-meu-boi, do xaxado, do coco-de-roda, da ciranda, das quadrilhas juninas e do pastoril. Todas elas são cultivadas pelos paraibanos durante todo o ano. Algumas, entretanto, ganham mais notoriedade nos períodos carnavalescos e durante as festas juninas.

Boa parte dessas expressões culturais ganha vida a partir de comunidades carentes, mas não se limita a elas. Até porque, no Estado, a cultura local é trabalhada nas escolas e universidades, como forma de levar ao conhecimento dos estudantes as expressões culturais paraibanas, provocando neles o interesse pela preservação do folclore da terra.

Além do esforço para manter viva a tradição cultural do Estado, a Paraíba faz história por também preparar novos artistas. Desde 1931, funciona em João Pessoa a Escola de Música Anthenor Navarro, criada pelo então interventor estadual (como era chamado o governador no período da Revolução de 1930), Anthenor de França Navarro.

A escola é referência até os dias atuais, sendo uma das principais formadoras de novos músicos para integrar orquestras ou, simplesmente, para prepará-los para graduações em Música.


© Paraiba Total 2013 - Todos os Direitos Reservados - v1.5.8

Zé Limeira


ZÉ LIMEIRA


Um mito no universo do cordel. Assim se consagrou o paraibano Zé Limeira. Ele nasceu e cresceu no sítio Tauá, no município de Teixeira, em 1886. Apesar de ser uma pequena cidade do sertão da Paraíba, ela era tratada como o principal reduto de cordelistas do Estado, no Século XIX. E, neste cenário, Zé Limeira se tornou uma referência e ficou conhecido como o “Poeta do Absurdo”.

O apelido não era em vão. Ele teve origem nas particularidades das criações do artista. Os temas que abordava em suas poesias e repentes eram variados e chegavam, muitas vezes, ao delírio. Pornografia era um tema recorrente, mas Zé Limeira ficou conhecido como "Poeta do Absurdo" por suas distorções históricas, poesias recheadas de surrealismo e nonsense, e pelos neologismos esdrúxulos que criava.

Sua característica física também fortalecia o apelido. O poeta vestia-se de forma berrante, com enormes óculos escuros e anéis em todos os dedos, e saía pelos caminhos de sua vida, cantando e versando. Ele faleceu em 1954.

Walter Carvalho


WALTER CARVALHO



Walter Carvalho nasceu em João Pessoa, capital da Paraíba. Foi viver no Rio de Janeiro em 1968, onde se formou na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI). Herdeiro do Cinema Novo, começou no cinema ajudando o irmão, o também cineasta Vladimir Carvalho, como fotógrafo, tendo sido muito influenciado por ele. Aos poucos, foi assumindo outros projetos de fotografia em cinema até se tornar, ele próprio, também diretor de cinema.

Fotografou o documentário em curta-metragem "Krajcberg - O Poeta dos Vestígios", de Walter Salles, e as séries de TV "América" e "Blues", com direção de João Moreira Salles. Hoje é um dos diretores de fotografia mais requisitados do cinema brasileiro contemporâneo, além de um dos mais premiados, sendo recordista de Candangos no Festival de Brasília.

É também cineasta, co-diretor de "Janela da Alma", com João Jardim; "Cazuza - O Tempo Não Pára", com Sandra Werneck; e diretor de "Moacir - Arte Bruta". Seus créditos como diretor de fotografia incluem, entre muitos outros, "Terra Estrangeira", de Walter Salles e Daniela Thomas; "Pequeno Dicionário Amoroso", de Sandra Werneck; "Central do Brasil", de Walter Salles; "Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão", de Zelito Viana; "Lavoura Arcaica", de Luiz Fernando Carvalho; "Abril Despedaçado", de Walter Salles; "Amarelo Manga", de Claudio Assis; "Carandiru", de Hector Babenco; "Filme de Amor", de Julio Bressane; "O Veneno da Madrugada", de Ruy Guerra; "Crime Delicado", de Beto Brant; e "A Máquina", de João Falcão.

Vladimir Carvalho


VLADIMIR CARVALHO


Vladimir Carvalho nasceu em Itabaiana, interior da Paraíba. Preocupado com a educação de Vladimir, o pai o conduz a Recife, entregando-o aos cuidados de sua tia Alayde, irmã de Mazé. Ali começa, de fato, a cursar o primário, longe dos banhos de rio e dos apelos da feira semanal de Itabaiana, uma verdadeira festa para o menino. Sente profundamente a ausência dos pais. Conforta-o, entretanto, a vida na metrópole pernambucana, onde descobre um mundo inteiramente diferente do interior paraibano. Em 1949 volta à Paraíba, sempre morando com a tia Alayde, que vai viver em João Pessoa.

Terminado o ginásio, em 1954, onde foi aluno de geografia de Linduarte Noronha, que ainda não era cineasta, ingressa no curso clássico. Fazia um programa de rádio, Luzes do Cinema, em 1959, em João Pessoa, e colaborou na imprensa local como crítico iniciante, quando Noronha o convidou para escrever o roteiro de Aruanda, do qual seria, depois, também assistente de direção, com João Ramiro Mello.

Logo depois, dirigiu com João Ramiro Neto “Romeiros da Guia”, em 1962, sobre a peregrinação anual de pescadores do litoral de João Pessoa à Igreja de Nossa Senhora da Guia. Na Bahia, foi assistente de produção da primeira fase de “Cabra marcado para morrer”, em 1984, de Eduardo Coutinho. Em 1967, dirigiu o curta “A bolandeira”, sobre os engenhos de cana de tração animal do sertão paraibano. De 1967 a 1971, fez seu primeiro longa-metragem, “O país de São Saruê”, durante longo tempo proibido pela censura. 

Em 1969, foi para Brasília lecionar na universidade e lá realizou “Vestibular 70”. Em seguida, fez três filmes de média-metragem: “Incelência para um trem de ferro”, em 1972, “A pedra da riqueza”, em 1975 e “Brasília segundo Feldman”, em 1979. Seguiram-se dois longas, “O homem de areia”, em 1981, e “O evangelho segundo Teotônio”, em 1984. Em 1990, “Conterrâneos velhos de guerra” contou a história da construção de Brasília. 

Em 2000, Vladimir é convidado para presidir a Fundação Astrojildo Pereira, entidade criada com o objetivo de divulgar e incentivar a cultura brasileira, além de preservar a história dos militantes comunistas brasileiros. Em 2001, lançou “Barra 68”, que contou o episódio da invasão da Universidade de Brasília pelo exército no ano de 1968. Em 2007, foi a vez do documentário “O engenho de Zé Lins”, sobre o escritor José Lins do Rego.

Sivuca



SIVUCA

Sivuca nasceu em Itabaiana, interior da Paraíba, e tornou-se um dos maiores artistas do século XX, responsável por revelar a amplitude e a diversidade da sanfona nordestina no cenário mundial da música. O paraibano contribuiu significativamente para o enriquecimento da música brasileira ao revelar a universalidade da música nordestina. É reconhecido mundialmente por seu trabalho. Suas composições e trabalhos incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues, jazz, entre muitos outros.

Ganhou a sanfona de presente do pai em 1939, em um dia de Santo Antônio, aos nove anos. Aos quinze anos, ingressou na Rádio Clube de Pernambuco, em Recife. Em 1948, fez parte do cast da Rádio Jornal do Commércio. Em 1951, gravou o primeiro LP em 78 rotações, pela Continental, com "Carioquinha do Flamengo", de Waldir Azevedo, Bonfíglio de Oliveira, e "Tico-Tico no Fubá", de Zequinha de Abreu. Neste mesmo ano, lançou o primeiro sucesso nacional, em parceira com Humberto Teixeira, "Adeus, Maria Fulô", que foi regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60.

A partir de 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como acordeonista de um grupo chamado “Os Brasileiros”, chegou a morar em Lisboa e Paris, a partir de 1959. Foi considerado o melhor instrumentista de 1962 pela imprensa parisiense. Morou em Nova Iorque de 1964 a 1976, onde, entre outros trabalhos, foi autor do arranjo do grande sucesso "Pata Pata", de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60. Compôs trilhas para os filmes “Os Trapalhões na Serra Pelada”, em 1982, e “Os Vagabundos Trapalhões”, em 1982.

Um dos discos mais emblemáticos da carreira do artista é o "Sivuca Sinfônico", em que ele toca ao lado da Orquestra Sinfônica do Recife sete arranjos orquestrais de sua autoria, um registro inédito, único e completo de sua obra erudita. As composições sinfônicas de Sivuca são absolutamente singulares na música erudita brasileira, porque o artista inseriu a sanfona como o instrumento principal de sua obra.

Em 2006, o músico lançou o DVD “Sivuca – O Poeta do Som”, que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas, além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba. Faleceu em 2006, depois de passar dois dias internado para tratamento de um câncer, que já o acometia desde 2004.

Roberta Miranda


ROBERTA MIRANDA


Roberta Miranda nasceu em João Pessoa, na Paraíba. Aos oito anos, foi com a família para São Paulo. Concluído o curso colegial, pegava o violão e matava as aulas do cursinho. Queria ser cantora. Apesar da vontade dos pais em que ela se tornasse professora, Roberta queria ser artista, compositora, cantora. Para isso, trabalhou arduamente por quatorze anos em bares e casas noturnas, época em que adotou o nome artístico Roberta Miranda. 

Tornou-se conhecida do público em 1985, quando Jair Rodrigues gravou sua composição "Sua Majestade, o Sabiá", que vendeu centenas de milhares de cópias. No ano seguinte, foi contratada pela gravadora Continental, pela qual gravou nove discos. Depois se transferiu para a Polygram. Suas músicas são basicamente românticas e voltadas para o mercado sertanejo e brega, que na década de 90 tornou-se um fenômeno nacional. 

Em seu repertório há desde canções de Roberto Carlos até músicas de forró, além de muitas composições próprias. Algumas de maior êxito são "Meu Dengo", "Mistério", "Dia D", "Outra Vez", "Sol da Minha Vida", "São Tantas Coisas" e "Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo". É a terceira cantora brasileira que mais vendeu discos, com 14,2 milhões de cópias, perdendo somente para a apresentadora Xuxa, que tem os discos mais voltados ao público infanto-juvenil, com a marca de 33 milhões, e Maria Bethânia, com 24,3 milhões de discos vendidos.

Pedro Américo


PEDRO AMÉRICO


Pintor, desenhista e escritor brasileiro. Um artista plural. Este foi Pedro Américo de Figueiredo e Melo, paraibano, que nasceu em Areia, em 29 de abril de 1849, e faleceu em Florença, na Itálica, em 1905. O talento e a paixão pela arte foram despertados logo cedo, ainda criança. Aos 11 anos, Pedro Américo já trabalhava como desenhista.

Em 1856, o paraibano ingressou na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Três anos depois, ele ganhou uma bolsa de estudos do então imperador D. Pedro II, para aprofundar seu trabalho com desenho e pintura, na França. Por lá, Pedro Américo ingressou na Escola de Belas Artes, no Instituto de Física Ganot e na Sorbonne, passando a estudar também literatura e a se dedicar à pesquisa científica. A passagem pela França o rendeu grande influência de pintores neoclássicos do país.

Entre suas obras literárias e filosóficas, destacam-se: A reforma da Academia de Belas Artes de Paris; Discursos sobre a Estética e Ciência e os sistemas. Viajou para a Itália e voltou ao Brasil em 1864, para lecionar desenho na Academia Imperial de Belas Artes. Em Florença, realizou suas mais famosas pinturas. Celebrizou-se pelas telas Batalha do Avaí e O Grito do Ipiranga. Dedicou-se também à política, sendo eleito deputado em 1891. Em 1900, em Florença, pintou Paz e Concórdia. Foi considerado um dois mais famosos artistas de sua época.

Feliz Natal - Feliz ano Novo

                                                           Sonhos renovados, saúde e paz! Agradeço aos seguidores amigos que não me esquecer...